Impunidade e corrupção, os males do Brasil são.


De volta, de passagem!

Bom, bateu a saudade e vim dar uma espiada e ver como andam as coisas por aqui. Mudou nada não!

Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 22h15
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Novo endereço

Convido todos os meus amigos do UOL blog a se fazerem presentes no meu espaço do Recanto das Letras. É lá que estou postando agora. O endereço é: http://www.recantodasletras.com.br/autores/tomagonza . Um abraço apertado a todos que me visitaram e comentaram sobre os meus trabalhos publicados nesta página.  



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 12h02
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Amor impossível (acróstico)

Amar alguém que não  ama:
Melhor será não viver.
O amado não sente o drama
Resta ao que ama morrer.

Insano projeto de vida
Me dedicar todo a ti
Por que não sentes, querida
Onde me queima a ferida?
Se estou ou não por aqui?
Seguindo esse destino
Infeliz que me condenas
Vou fugir em desatino
E, chorando, qual cretino
Longe expiar minhas penas.



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 09h16
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A Chuva

Cai a chuva
Incessante
Nas biqueiras do quintal
Cai a chuva
Irritante
Pelas ruas de Natal.
Cai a chuva
Inclemente
Soterrando os barracos
Cai a chuva
Persistente
Transformando tudo em cacos.
Cai a chuva
Destruindo
A paz de quem está dormindo
Cai a chuva
Esmagando
O velhinho que vai passando.
Cai a chuva
Assistindo
A criança se afogando
Cai a chuva
Insistindo
Cai a chuva
E vai caindo.



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 01h44
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Teu verde olhar

Teu verde olhar

Há no teu olhar
Um segredo
Que magnetiza e
Hipnotiza o meu.
Um poço profundo
De desejos
Convida-me ao suicídio
Ateu.
Constelações e galáxias
Infindas
Rebrilham em verde moldura
Quase levando à loucura
Esses meus olhos de breu.
Teu olhar é um universo de luzes
a perturbar meus sentidos.
É um portal de sedução.
Grilhões irresístiveis
De puro e verde veludo
Teu olhar pra mim é tudo
Estrela da minha paixão.



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 20h41
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As dores da vida

 

As dores da vida

Cultivei a vida como cuida
um jardineiro de sua flor mais querida.
Arquitetei planos para que ela
Fluísse calma e tranqüila.
Elaborei estratégias
Na ilusão de ser feliz um dia.
Mas, não sabia
Que a vida, à revelia,
Também traçava planos no fim.
Trouxe-me dores que  não sofria,
Deu-me amores que  não pedia
E tirou-me a única alegria:
O amor que tinhas por mim!



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 21h51
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O mundo é uma bola.

O mundo é uma bola.

O mundo é uma bola
Que se embola.
A bola é um mundo
Que se inunda
De bolas
E de homens molas
Que se imolam
Em sombras
Semeando bombas
Semelhando pombas
Brancas de destruição.
A bola no campo rola
E ao povo enrola
E o poder descola
Uma trégua na contestação.
A bola é a pedra de crack
Na sola do pé do craque
Entorpecendo a mente
Enganando a fome
E tapando o sol
Deste pais sem nome
Chamado futebol.

 



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 01h04
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Solidão

 

Solidão

A solidão talvez seja

O pior dos sentimentos

Pois a alguns ela enseja

O maior dos sofrimentos

 

Viver à toa e a esmo

Sem outro alguém encontrar

Sentir-se só consigo mesmo

Na multidão se isolar.

 

Não ter para quem sorrir

Sem ter por quem chorar

Sofrer um desgosto profundo

Viver sozinho no mundo

E deste mundo partir

Sem um amor encontrar!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 09h25
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O pica-pau

     Meio-dia em ponto. Sol a pino. A paisagem tremula com o calor sufocante. Na cerca do terreno vizinho à minha casa de praia, percebo uma sombra saltitante e furtiva que escala compassadamente um tronco inerme. Fico surpreso ao constatar que é um pica-pau! Sim, um pica-pau de cabeça vermelha igualzinho ao dos antigos desenhos infantis da televisão. Lembram? Aquele que tinha um canto irritante feito uma gargalhada de gago? Pois bem, ei-lo na minha frente, em pena e osso, escalando o mourão e bicando a madeira freneticamente à caça de vermes e larvas. É uma ave belíssima. Imaginava-a menor, mas é do tamanho de um papagaio médio. Excelente trepadora, utiliza a sua cauda de penas duras apoiando-as no tronco, formando um tripé junto às patas curtas e fortes . A cabeça, que realmente tem uma grande área de penas vermelhas no cocuruto, impele o bico que martela a casca apodrecida dos paus da cerca. Toc-toc-toc!...Toc-toc-toc! É o barulho que faz, quebrando o silêncio do local. É uma visão única! Um ser que entendo em fase de extinção, arredio e reservado, me aparece assim como um presente refletindo as suas cores na minha retina.

     Chamo depressa minha esposa e filho para que juntos possamos usufruir dessa dádiva da natureza e sermos testemunhas da existência dessa criatura tão maravilhosa, -Traz o binóculo, filho! Peço o instrumento, ainda extasiado, e com a ajuda das lentes admiramos agora plenamente a riqueza plástica desse espécime raro. Maldigo o fato de não estarmos com uma câmera de zoom potente à mão. Mais que depressa corro a buscar meu material de desenho e, quando vou iniciar um esboço, ele já não se encontra lá. Fugiu tão de repente quanto surgiu e nos deixou uma lembrança viva e forte, indelevelmente marcada em nossas mentes.

     Finalizei o trabalho de memória utilizando pastéis secos. Minha mulher disse que ficou bom. Uma coisa eu tenho certeza: não captei nem um décimo da beleza que contemplei; mas achei que devia deixar algo registrado para lembrar aquela aparição tão bem vinda naquele dia mais que quente.  



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 00h41
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Pérolas aos porcos!

              

Pérolas aos porcos

     Há pessoas abjetas que têm a insensatez de dizerem que temos o lixo doméstico mais nutritivo do mundo e que o povo não passaria fome se soubesse preparar as cascas de frutas e legumes, as folhas e talos, os invólucros e recipientes naturais e outras coisas que as próprias não comeriam. Interessante observar que essas receitas só são estimuladas e prescritas para os pobres e necessitados. -Ora! É claro. Pobre não produz lixo! Só produz lixo quem tem capital para adquirir e acumular, e, por conseguinte, desperdiçar. Mas, não nego que temos o lixo mais nutritivo do mundo. No Brasil existem milhões de seres, tais como urubus, porcos, cães, gatos, ratos, formigas, baratas e sobretudo vermes, muitos vermes; ( incluam aí milhares de homens,mulheres, crianças e velhos) que sobrevivem comendo o que conseguem obter dos lixões nacionais. Quando chegam os caminhões  repletos de lixo é uma verdadeira festa. Um banquete, um bacanal, digno do deslumbre dos olhos piedosos e piegas da burguesia tupiniquim. Que frenesi, que ânsia, que disputa pelos melhores pedaços e partes do botim. Deveriam construir arquibancadas e cobrar ingressos para os turistas assistirem a este este enorme espetáculo particularmente vergonhoso. Projeto suntuoso de um desses arquitetos pós-modernistas e realização de uma construtora corruptora, sob a égide de um político corrupto,  construída em tempo recorde, sem licitação, por causa (-é claro!) da urgência do projeto. A obra poderia ser utilizada no período de baixa estação para a educação e formação de novos catadores e comedores de lixo. -Ora, pois não!

     O Brasil também se destaca por ter uma grande produção de lixo na agricultura. E esse é ,particularmente, extremamente nutritivo. Falo das produções agrícolas que são perdidas e destruídas por conta da impossibilidade de escoamento da safra devido às estradas  que, quando existem, estão sempre em péssimas condições de uso e não permitem o tráfego de caminhões abarrotados de produtos alimentícios perecíveis que apodrecem à beira do caminho da incompetência e do descaso. 

     Por vários anos trabalhei próximo a um lixão em Natal e constatei o que é a miséria humana, a degradação, o fundo do poço. Mas, também, testemunhei histórias de pessoas  simples e, dentro do possível, honestas, lutando honradamente pela sobrevivência. Pessoas que aprendi a respeitar e admirar.  Nunca senti por elas o asco e o nojo que sinto pelos políticos corruptos que infestam a arena do Congresso Nacional, e que são também, em parte, os responsáveis por esse caos que paralisa o país. 


 

     Essa é uma poesia que fiz sensibilizado por esses seres que habitam os lixões.

Indignação 

Uma menina doente

Estende-me o olhar suplicante

E espeta em minh'alma

A dor de sua inocente revolta.

 

-Indigno é o mundo para ti, menina dos olhos tristes!

 

Vê ali adiante as dunas

E deleta de tuas retinas

Aquela montanha de entulhos

Que macula o horizonte.

 

Sente no ar o "fumus bonus"

Do almíscar e da lavanda

E ignora a fumaça ácida

Deste vulcão ignóbil.

 

Lá estão os condores e a harpia

Não, não espia pra esses urubus agourentos

Em rasantes vôos espiralados.

 

Ouve o lamento afônico

Das fontes subterrâneas

Envenenadas de nitritos

E, só por um momento,

Esquece o chorume gosmento

Que escorre desses detritos.

 

Se o inferno de Dante revive

Chora, esperneia, grita

Mas, sobretudo, sobrevive

A esse caos que te limita!



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 08h54
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Mãe

Em homenagem às mães de todos os bloguistas publico hoje duas singelas poesias que escrevi.

Mãe

Agora me pedem que faça

Uns versos às mães dedicados

Faço de pronto e de graça

Pois mãe só tem predicados

 

Mãe é só amor e carinhos

É porto seguro na volta

É flor que não tem espinhos

De cor que nunca desbota

 

Perene fonte de amores

E de infinita devoção

Mãe é o lenitivo das dores

Que nos afligem o coração

 

À noite vela acordada

O filho doente no leito

E quando ele chora, apressada

O leite oferece do peito

 

É jóia de rara beleza

Artigo que não tem par

Quem a perdeu com certeza

Outra não vai encontrar

 

E aqueles que porventura

Ainda as têm ao seu lado

Não se afastem da ternura

Desse tesouro encantado

 

Façam cantar ao mundo

Todo o bem que ela merece

Pois amor de mãe é profundo

E um filho jamais esquece.


 O Parto (à minha querida mãe)

Intensa prova de amor

Que, de forças exauridas

Sobrepuja a dor

Dando luz à vida

 

És o momento supremo

De tão sublime ofício

Que num lamento extremo

Tudo cede em sacrifício

 

Turbilhão de sentimentos

Que só a mulher sabe e conduz

Em ti, o Criador do firmamento

O milagre da criação reproduz.



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 08h48
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A Cocabrás

 

     Ora, ora! Quem diria? A Petrobrás é uma contrabandista de petróleo e gás boliviano. Através de contratos conchavados e ilegais expoliou a pobre nação andina até torná-la paupérrima. Armou uma rede de distribuição que explorava a venda de derivados do petróleo  no país e construiu um duto que sugava, qual um vampiro sequioso e guloso, quase todo o gás produzido por aquele ínfimo país. E, ainda mais, ao longo de décadas os colonos brasileiros foram grilando as terras limítrofes à fronteira comum e expulsando os bolivianos de suas posses. Por isso todos os brasileiros  proprietários de terras na fronteira com a Bolívia têm que retirar-se de suas terras o mais breve possível. Deve ser pra eles plantarem coca bem na fronteira porque aí fica mais fácil o tráfico.   

     Tudo isto que vos falei acima é o discurso do líder dos cocaleiros agradecendo ao Lula pelo apoio prestado durante a sua campanha pra presidente da Bolívia. Que empáfia, que atrevimento do Evo! Que fraqueza, que tibieza do Lula! O mesmo Lula que aceitou o financiamento de uma refinaria de petróleo pelo Hugo Chávez e não teve a capacidade de manter a soberania nacional de decidir em que lugar a refinaria ficaria. Teve que acocorar-se e aceitar a ordem de Chávez para que ela ficasse em Pernambuco, embora o petróleo seja potiguar. 

     A minha avó sabiamente já me dizia: Quem muito se abaixa mostra os fundos das calças! E essas ceroulas vermelhas estão marcadas por duas letras vermelhas, também: PT, que quer dizer Petrobrás Traída.  Agora o povo brasileiro vai ficar caladinho e sorridente para a afronta  e a vergonha internacional que esse boliviano nos impôs? Daqui  a pouco, se não reagirmos agora, eles vão querer plantar coca  em pleno planalto central e fundar a Cocabrás, mas aí a gente revida e confisca toda a produção deles.


 Em tempo, eis o real motivo da decisão "soberana" da Bolívia:

11/05/2006 - 16h08
Venezuela assina acordo para explorar mercado boliviano de gás

Por Coco Cuba LA PAZ, Mayo 11 (AFP) - A Venezuela entrará em cheio no setor energético na Bolívia, onde empresas do Brasil, dos Estados Unidos e da Europa operam no país há uma década, informou o ministro de Petróleo Andrés Soliz, que destacou as condições "favoráveis" para seu país deste novo sócio.

Quinto produtor mundial de cru e quarto fornecedor dos Estados Unidos com 1,5 milhão de barris diários, a Venezuela explorará, através da empresa estatal PDVSA, gás e petróleo na Bolívia, que possui a segunda reserva de gás da América do Sul.



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 20h32
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O petróleo é nosso, mas o gás é deles!

 

O presidente Lula reagiu de uma forma tíbia e tímida aos rompantes bolivarinos de um mascador de coca, travestido de marionete do Hugo Chávez, chamado Evo Morales. Que vergonha para o Brasil sofrer esse golpe baixo em seus interesses nacionais e em sua soberania! Fomos tratados como expoliadores e não como sócios. Evo Morales, tomou o pirulito, deu um cascudo na cabeça de Lula e correu para os braços de Chavez, Lula nem sequer chorou. Agradeceu cinicamente ao “ato patriótico” do cocalero e disse para todos que a Bolívia estava coberta de razões. Disse publicamente: “O petróleo é nosso, mas o gás é da Bolívia!”. Ora, companheiros, o gás pode ser da Bolívia, mas toda a infra-extrutura para extração e distribuição é de capital brasileiro. O presidente não esboçou nenhum gesto de determinação soberana aos arroubos bélicos dos bolivianos. Ele deveria ter sido mais enérgico em sua reação a esta traição e ato de covardia do Sr. Evo Morales. Deveria ter imediatamente rompido relações diplomáticas com a Bolívia e repatriado todos esses bolivianos que vivem trabalhando feito escravos nas confecções clandestinas de São Paulo para os píncaros dos Andes. Deveria ter colocado as forças armadas brasileiras em alerta máximo e ostensivamente demonstrado o que poderia ser feito se a Bolívia continuasse com seus intentos. Deveria ter, de imediato, fechado o gasoduto e deixado a pressão, política por sinal, explodir no governo daquele país ladino. Nós poderíamos conviver com uma crise energética, pois já passamos por algo semelhante e temos reservas suficientes para em poucos anos reverter essa “dependência química” da Bolívia, mas eles não agüentariam o boicote e rapidamente pediriam arrego implorando para que desfizéssemos o bloqueio. Decisão rápida de defesa do patrimônio e da soberania nacional teve a Inglaterra no episódio da malfada invasão das ilhas Falklands pelos argentinos. A reação foi tão exemplar que até hoje os hermanos argentinos se arrependem da mirabolante aventura bélica de haver um dia enfrentado a ira de uma potência mundial!



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 11h15
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Os quatro amigos

Quando eu era criança gostava de ouvir na vitrola da minha avó ( à falta de outros divertimentos eletrônicos e digitais que encantam a garotada de hoje) discos de histórias infantis. Eram compactos de vinil coloridos e entre eles destaco a historinha dos quatro amigos músicos de Bremen. A historieta narrava a saga de quatro animais que já estavam emprestáveis para o trabalho e cujos donos pretendiam matá-los. O burro foi o primeiro a fugir da fazenda em que vivia ao ouvir de seu dono a notícia que o MST iria invadir o local e ele, por  não poder arar nem ir à feira, viraria carne de jabá. Na fuga ele encontra um cachorro policial rabugento e decrépito na beira da estrada e propõe a formação de uma dupla sertaneja. -Renderá um dinheirão! diz ele ao cão. E pede que o cachorro sarnento suba às suas costas que ele dará o maior apoio à sua causa. Depois os dois encontram um gato nativo, desolado e meio doidão, à beira do caminho, mascando umas folhinhas de erva-de-gato ( dizia ele que pra poder eliminar umas bolas de pelo de lhama do seu estômago, mas que na verdade o fazia eliminar muitos gases pútridos). Depois de acertado o trio, o gato pula nas costas do cão e todos partem em busca de aventuras. Lá pras tantas encontram um velho, magro e despenado galo ( ou era um pingüim, não me lembro mais!), que se achava um cantor de tangos mas nem o cu-cu-ru-cu-cu  de La Paloma conseguia mais cantar. No final, encontravam uma casa com uma quadrilha de ladrões que dividiam o espólio de muitos assalto. Na escuridão da noite, negra como petróleo, eles atacam o bando que, surpresos, fogem e deixam a fortuna para que eles dividam entre si. No outro dia, em passeata na cidade os quatro heróis, agora ricos e famosos, são recebidos com honras de Estado e...foram felizes para sempre! Não sei se estou ficando velho e emprestável também, mas acho que ultimamente a história anda imitando a estória.



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 22h34
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Os retirantes. Cândido Portinari.

     A seca no nordeste é um fenômeno climático periódico e previsível. Não há como mudar esse determinismo natural. Os efeitos deletérios e catastróficos da estiagem prolongada são problemas sérios que afligem milhares de pessoas, causando mortes, prejuízos econômicos imensos,desolação, sofrimento e empobrecimento ao povo sertanejo. A solução para controlar tal dilema é eminentemente uma decisão político-governamental integralizada nos três níveis do poder público, combinada com uma rede intersetorial de organizações e instituições oficiais, privadas, ong's, universidades e centros de pesquisas, conectadas no sentido de amenizar o impacto do fenômeno e desenvolver políticas públicas permanentes. Políticas para diminuir a desertificação regional com o reflorestamento utilizando espécimes nativas da região, proteção dos mananciais aqüíferos, plantio de mata ciliar no leito dos rios, construção de barragens,açudes e depósitos domésticos de água para captação e armazenagem da precipitação pluvial. Investimento pesado na educação com ênfase na construção da cidadania e na consolidação da democracia. Demolição do arquétipo do latifundiarismo improdutivo com uma reforma agrária consistente,  sem pirotecnismo eleitoreiro nem, tampouco, excessos de ímpetos maoístas e/ou chavistas. Desmantelamento do processo de captação criminosa de verbas públicas para serem utilizadas em projetos particulares ou inexistentes, enriquecendo inescrupulosos poderosos que alimentam-se e procriam-se com a infame indústria da seca. Só assim teremos uma chance de modificar essa trágica e cruel realidade que ora presenciamos regularmente. Outros países fizeram o mesmo e hoje colhem os frutos da honestidade e da probidade administrativa que lhes permitiram perenizar rios, fixar o homem no campo, otimizar colheitas e aumentar o rendimento agrícola. Esse países venceram , sobretudo, porque investiram na educação e na formação do cidadão e deixaram ao povo e às leis a escolha do seu próprio destino.



Escrito por Tomás Antonio Gonzaga às 12h53
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